Laser transdérmico para vasinhos e pequenas varizes: como funciona o tratamento sem cirurgia

Por: LegCare | 24 de Abril de 2024

O laser transdérmico para vasinhos e pequenas varizes tornou-se uma importante ferramenta da flebologia moderna, especialmente para o tratamento de telangiectasias, veias reticulares e vasos superficiais selecionados.

A tecnologia permite tratar determinados vasos diretamente através da pele, sem incisões, utilizando energia luminosa direcionada ao sangue presente no interior da veia.

Essa abordagem tem se destacado como uma opção para o tratamento de varizes sem cirurgia em pacientes com indicações clínicas específicas.

Na prática, porém, nem todas as varizes devem ser tratadas da mesma maneira.

Antes de indicar a secagem de varizes a laser, é importante compreender quais vasos estão causando o problema, sua profundidade, calibre e a relação com outras veias da perna.

Em alguns pacientes, o tratamento pode envolver apenas o laser transdérmico. Em outros, pode ser necessária a associação com escleroterapia, espuma, microcirurgia ou tratamentos das veias safenas.

Na LegCare, com unidades na Vila Nova Conceição, em São Paulo, e no Centro de São Caetano do Sul, o planejamento terapêutico é realizado após avaliação vascular minuciosa e individualizada.

Como funciona o laser transdérmico no tratamento dos vasinhos?

O princípio físico utilizado pelo laser vascular é conhecido como fototermólise seletiva.

Isso significa que o equipamento emite um determinado comprimento de onda que atravessa a superfície da pele de forma não ablativa e é absorvido preferencialmente pelo sangue (hemoglobina) presente dentro do vaso doente.

Um dos equipamentos mais utilizados na flebologia estética para o tratamento de vasos das pernas é o laser Nd:YAG 1064 nm, que possui características físicas que permitem alcançar vasos localizados um pouco abaixo da superfície cutânea com segurança.

O mecanismo do laser vascular transdérmico

Quando a energia do laser é absorvida pelo sangue, ela se transforma instantaneamente em calor.

Esse aquecimento provoca uma lesão térmica controlada na parede interna do vaso, favorecendo o seu fechamento e colabamento.

Ao longo das semanas seguintes, o organismo inicia um processo gradual fisiológico de remodelação e reabsorção daquele vaso tratado.

Por esse motivo, o resultado do tratamento não costuma ser imediato. A aparência da região vai se modificando progressivamente após cada sessão, à medida que o vaso é absorvido.

Em resumo: o laser transdérmico Nd:YAG 1064 nm pode ser utilizado no tratamento de vasinhos, telangiectasias e pequenas veias superficiais.

O procedimento é realizado através da pele, sem cortes, e geralmente permite retorno rápido às atividades habituais.

O que é CLaCS e como funciona a associação entre laser e escleroterapia?

CLaCS (Cryo-Laser & Cryo-Sclerotherapy) é uma técnica descrita na literatura médica que associa laser transdérmico, escleroterapia e resfriamento da pele no tratamento de telangiectasias e veias reticulares.

O conceito de combinar mecanismos térmicos e químicos também faz parte da prática atual da flebologia estética. Entretanto, existem diferentes formas de realizar essa associação.

Na LegCare, preferimos utilizar o conceito de tratamento combinado com laser transdérmico e escleroterapia, com escolha individualizada dos parâmetros do laser, da substância esclerosante e da sequência do tratamento de acordo com o calibre, profundidade, localização dos vasos, fototipo e resposta de cada paciente.

Dessa forma, a estratégia não fica restrita a um protocolo único ou a parâmetros previamente padronizados.

Laser transdérmico e escleroterapia atuam de maneiras diferentes

O laser promove um efeito físico (térmico) sobre o vaso. A escleroterapia, por sua vez, utiliza a aplicação de uma substância esclerosante em formato líquido ou espuma dentro da veia para provocar o seu fechamento químico.

A combinação dos mecanismos térmico e químico permite atuar de maneira complementar e sinérgica em determinados padrões complexos de telangiectasias e veias reticulares.

A indicação dessa associação depende de avaliação médica e considera o tipo de vaso, calibre, profundidade, fototipo da pele e as características individuais de cada paciente.

Resfriamento da pele durante o laser

Durante o tratamento com laser transdérmico, sistemas dedicados de resfriamento contínuo podem ser utilizados sobre a pele.

O jato de ar frio ajuda a proteger a superfície cutânea contra o calor gerado durante os disparos e também contribui expressivamente para diminuir o desconforto provocado pela energia do laser.

Na LegCare, o resfriamento cutâneo é utilizado rotineiramente durante o tratamento vascular, justamente para proporcionar maior conforto, tolerabilidade e segurança ao procedimento.

Além disso, quando há associação com a crioescleroterapia, o resfriamento contínuo da epiderme também contribui para reduzir a sensibilidade tátil às micropunções, as famosas picadas da agulha.

Óxido nitroso para maior conforto em pacientes selecionados

Algumas pessoas apresentam maior sensibilidade à dor, baixo limiar álgico ou ansiedade clínica relacionada a agulhas e procedimentos médicos em consultório.

Para esses pacientes, a LegCare também dispõe da tecnologia de óxido nitroso inalatório por analgesia e sedação consciente, que pode ser utilizado em casos selecionados para proporcionar relaxamento e maior conforto durante o tratamento.

A necessidade e a indicação desse recurso são avaliadas individualmente durante a consulta médica.

Por que identificar as veias nutridoras é importante?

Vasinhos finos e visíveis na superfície da pele podem estar associados a pequenas veias localizadas em planos um pouco mais profundos e imperceptíveis a olho nu.

Essas veias são frequentemente chamadas pela medicina de veias nutridoras ou veias reticulares associadas.

Quando presentes, sua identificação precisa pode ser o fator determinante para definir a estratégia de tratamento a longo prazo.

Tratar apenas os vasinhos visíveis sem avaliar e tratar os vasos relacionados que os alimentam pode resultar em uma resposta clínica menos satisfatória, recidiva precoce ou na persistência de determinadas áreas arroxeadas.

Fleboscopia e realidade aumentada ajudam no mapeamento dos vasos

Para visualizar vasos superficiais que não são facilmente identificados a olho nu, podem ser utilizados recursos tecnológicos como a fleboscopia por transiluminação e sistemas de realidade aumentada vascular por infravermelho.

Essas tecnologias permitem projetar e visualizar parte da rede venosa localizada abaixo da superfície da pele, auxiliando o médico no planejamento e na execução do tratamento guiado.

Na LegCare, esses recursos podem ser associados rotineiramente ao exame clínico e, quando necessário, complementados ao ultrassom Doppler vascular.

O objetivo da medicina vascular moderna não é simplesmente tratar aquilo que aparece esteticamente na pele, mas entender funcionalmente quais vasos ocultos estão relacionados ao problema apresentado pelo paciente.

O laser transdérmico serve para qualquer tipo de variz?

Não. E essa é uma diferença clínica importante que deve ser esclarecida. O laser transdérmico é uma tecnologia especialmente útil e indicada para vasinhos, telangiectasias e pequenas veias superficiais selecionadas.

Varizes de maior calibre (veias dilatadas e tortuosas), veias safenas doentes, veias perfurantes incompetentes ou outros padrões anatômicos de insuficiência venosa mais severa podem exigir técnicas diferentes e abordagens complementares, como:

Por isso, uma avaliação vascular especializada e adequada deve obrigatoriamente preceder a escolha e o início de qualquer tratamento.

Laser transdérmico ou escleroterapia: qual é o melhor?

Não existe um único tratamento que seja considerado o melhor método universal para todos os pacientes.

A escleroterapia líquida química continua sendo uma das principais e mais consagradas técnicas utilizadas para tratamento de teleangiectasias e pequenas veias.

O uso do laser pode ser especialmente interessante em alguns tipos de vasos mais profundos ou quando a luz óptica é associada à própria escleroterapia (CLaCS).

Em determinadas situações clínicas, a combinação sinérgica das duas técnicas pode proporcionar uma abordagem mais completa e resolutiva. A escolha do método pelo médico deve considerar:

  • calibre do vaso;
  • profundidade na pele;
  • localização anatômica;
  • fototipo da pele;
  • presença ou não de veias nutridoras;
  • histórico e resposta a tratamentos vasculares anteriores;
  • risco pessoal de hiperpigmentação (manchas);
  • resposta inflamatória individual do paciente.

Essa multiplicidade de fatores é a principal razão pela qual o tratamento de vasinhos deve ser sempre avaliado, indicado e planejado de forma estritamente individual.

Quando procurar um médico vascular?

Para muitos pacientes, a presença de vasinhos pode ser relatada apenas como uma questão estética inicial.

No entanto, clinicamente, ela também pode coexistir com outras alterações anatômicas e hemodinâmicas do sistema venoso.

Uma avaliação com um médico vascular em São Paulo é particularmente importante quando os vasinhos vêm acompanhados de sintomas como:

  • dor, cansaço ou sensação de peso nas pernas no fim do dia;
  • inchaço (edema) nos tornozelos;
  • sensação de queimação ou ardência;
  • coceira (prurido) na região dos vasos;
  • surgimento de varizes maiores, dilatadas e tortuosas;
  • alterações de cor (escurecimento) ou textura da pele;
  • episódios anteriores de flebite (inflamação venosa);
  • histórico pessoal ou familiar de trombose;
  • feridas ou úlceras venosas nas pernas.

Dependendo da gravidade e da complexidade do caso, o médico angiologista pode indicar a realização complementar de um ultrassom Doppler vascular para avaliar com precisão o funcionamento das veias mais profundas, descartar tromboses e checar a competência das veias safenas.

Perguntas frequentes sobre o Laser Transdérmico

1. O tratamento com laser transdérmico exige repouso?

Na maioria dos casos, não. Uma das grandes vantagens do laser transdérmico e do tratamento combinado com escleroterapia é que os procedimentos são realizados em ambiente ambulatorial e geralmente permitem que o paciente retorne às suas atividades logo após o término da sessão.

Dependendo da extensão do tratamento e das características hemodinâmicas de cada paciente, algumas orientações específicas (como evitar exposição solar intensa ou exercícios de alto impacto no dia) podem ser recomendadas pelo médico.

2. Quantas sessões de laser transdérmico são necessárias?

Não existe um número fixo ou padronizado de sessões na medicina vascular.

Alguns pacientes apresentam melhora clínica e estética importante logo após as primeiras aplicações, enquanto outros, com quadros mais extensos, precisam de várias etapas de tratamento para atingir o objetivo.

O número de sessões depende de múltiplos fatores, como:

  • quantidade e densidade de vasinhos;
  • calibre e profundidade dos vasos acometidos;
  • presença de veias nutridoras reticulares;
  • extensão total da área a ser tratada;
  • tipo de pele do paciente;
  • resposta imunológica individual ao procedimento de esclerose.

Por esse motivo, o planejamento financeiro e de tempo é feito após avaliação vascular presencial, podendo ser ajustado e reavaliado durante a evolução clínica do tratamento.

3. O laser transdérmico pode ser realizado em pele morena?

Sim, pacientes com peles mais escuras podem ser candidatos ao tratamento com laser Nd:YAG 1064 nm.

Entretanto, quanto maior a quantidade de melanina presente na pele, maior deve ser o cuidado técnico e o ajuste fino dos parâmetros utilizados pelo médico no equipamento.

Peles bronzeadas recentemente pelo sol também exigem atenção especial e, em alguns casos, pode ser estritamente recomendado aguardar a redução do bronzeamento antes da aplicação.

Essa avaliação minuciosa ajuda a diminuir o risco de alterações indesejadas de pigmentação (manchas hipercrômicas) e lesões térmicas na epiderme.

4. O tratamento com laser dói?

A percepção de desconforto é muito subjetiva e varia de pessoa para pessoa.

O disparo do laser produz uma sensação rápida de calor pontual sobre a pele. Para tornar o procedimento o mais confortável possível, são utilizados os sistemas de resfriamento de ar frio contínuo durante toda a aplicação.

Em pacientes mais sensíveis ou que manifestem ansiedade prévia, outros recursos para controle do desconforto também podem ser avaliados em consulta.

5. Os vasinhos tratados podem voltar?

Os vasos específicos que foram tratados adequadamente e absorvidos pelo corpo podem permanecer fechados em definitivo.

Entretanto, isso não significa que uma pessoa nunca mais terá o surgimento de novos vasinhos ou varizes.

A doença venosa (insuficiência venosa crônica) possui componentes genéticos hereditários, influências hormonais e fatores relacionados ao próprio envelhecimento natural e ao estilo de vida.

Em virtude disso, indivíduos com predisposição podem desenvolver novos vasos doentes em outras áreas das pernas ao longo dos anos.

É clinicamente mais adequado compreender as varizes como uma condição crônica que pode precisar de acompanhamento vascular e controle ao longo da vida.

Consultas periódicas permitem identificar precocemente a formação de novos vasos e discutir a necessidade de sessões de tratamentos de manutenção.

6. CLaCS e tratamento combinado com laser e escleroterapia são a mesma coisa?

CLaCS (Cryo-Laser & Cryo-Sclerotherapy) é uma técnica específica descrita na literatura médica, com uma forma padronizada de associar laser transdérmico, escleroterapia e resfriamento da pele.

O tratamento combinado com laser e escleroterapia é um conceito mais amplo: a associação entre os dois mecanismos existe, mas os parâmetros do laser, a substância esclerosante e a sequência do tratamento podem ser individualizados de outras maneiras.

Na LegCare, essa escolha é sempre individualizada, de acordo com o calibre, a profundidade e a localização dos vasos, o fototipo e a resposta de cada paciente.

Clínica vascular em São Paulo: tratamento de vasinhos e varizes

A LegCare é uma clínica vascular em São Paulo, especializada em angiologia e cirurgia vascular, com infraestrutura de atendimento na Vila Nova Conceição (Capital) e também no Centro de São Caetano do Sul (ABC Paulista).

A clínica dispõe de diferentes opções tecnológicas para o suporte ao diagnóstico e o tratamento das doenças venosas.

Nosso portfólio de recursos inclui o laser transdérmico Nd:YAG, a escleroterapia com glicose hipertônica ou polidocanol, a crioescleroterapia, a aplicação de espuma ecoguiada, a utilização de realidade aumentada vascular (VeinViewer), a realização de ultrassom Doppler em consultório e a execução de técnicas cirúrgicas minimamente invasivas para tratamento de varizes mais calibrosas.

Todo tratamento na LegCare é definido e conduzido exclusivamente após uma avaliação médica presencial e individualizada, considerando não apenas a aparência estética externa dos vasos, mas também a sua origem patológica e o funcionamento global da circulação venosa do paciente.

Para você que procura tratamento de vasinhos ou varizes em São Paulo ou São Caetano do Sul, o primeiro passo é agendar a sua avaliação vascular conosco para identificar quais técnicas e tecnologias são mais seguras e adequadas para o seu caso.

Conteúdo médico: Dr. Marcelo Tavares Cunha, CRM-SP 106.981, RQE 95.110 e 99.194, e Dra. Raissa A. Araújo, CRM-SP 104.573, RQE 108.173, angiologistas e cirurgiões vasculares da LegCare.

Revisão médica em: 08/09/2026

As informações deste artigo têm caráter educativo e não substituem a avaliação médica individualizada.


Dra. Raissa Araujo Cunha

Angiologista e Cirurgiã Vascular, com Título de especialista em Cirurgia Vascular, especializada no tratamento venoso das doenças vasculares e membro efetiva da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Sócia fundadora da Clínica Legcare. Dra. Raissa A. Cunha CRM-SP 104.573 RQE 108.173